18/05/13

Sobre novos sacrifícios


Ouvindo a mesma melodia durante meu trajeto para minha rotina corrida, o pensamento percorre para as lembranças de um passado não muito distante que vivi. São dias de angústia, medo, desesperança mas permeado por amizades e alguns risos aqui e ali. Foram meses de dúvida, perguntando-me se tudo aquilo valia mesmo à pena. Se haveria uma compensação por todos os pequenos sacrifícios que estava fazendo. Sempre há esse questionamento, em vários momentos de nossas vidas. E sempre há o medo dessa compensação nunca vir. Por que 'merdas' acontecem, e muito frequentemente. Mesmo sabendo disso, vamos em frente, por que não dá pra ficar parado, em permanente estado de estática, por que nosso mundo anda numa alta velocidade, ou pelo menos é o que percebemos dele. E o que parece, nos dias em que estamos nos sacrificando e idealizando o tão desejado objetivo é que o tempo não passa, que o 'pote de ouro' está longe e que ainda irá demorar para tê-los em mãos. 
Mas agora, sentada num ônibus que me leva para o meu destino final de todo dia, o tempo parece que andou depressa, me levando pelas mãos sem ao menos avisar para que lado ele iria, sem ao menos me preparar para o que estava por vir. Apenas dando algumas paradas rápidas, me trazendo e levando pessoas que fariam ou não parte de minha vida. 
E agora? São outros sacrifícios, outras rotinas, outras pessoas ao lado das que já fazem parte da minha história; são outros momentos e outros dias, ainda com medo e algumas angústias, que todo mundo sente. Tudo num nível mais difícil, com obstáculos que nem sempre vêm com estrelinhas que te dão créditos, mas que no final te fazem mudar de fase. 
Continuo meu caminho cansativo e corrido, atenta àquilo que se tornou prioridade tentando não deixar de lado todo o resto. Por que nem tudo se resume à sacrifícios, horas de estudo e preocupações com o presente e o futuro. E pode ser que alguns pequenos prazeres não tenham mais tanto espaço em meus dias, mas tudo tem seu lado bom, e é melhor aproveitá-lo também.

Como vocês viram, a Juliana, por motivos maiores, teve que deixar de ser colaboradora do blog e por isso, o blog voltará a ter só posts meus. Como estou super ultra mega sem tempo pra muita coisa dias da semana, o blog vai ficar paradinho nesses dias e talvez, nos finais de semana eu poste algo e responda aos comentários. Não me abandonem, ainda amo esse blog e as visitas e comentários de vocês ♥ rs
16/05/13

É hora de dizer adeus!


É com um grande pesar que comunico para vocês que não posso mais ser colaboradora aqui no Meu Outro Lado. Infelizmente uma série de eventos desafortunados fez com que eu desse uma olhada nas coisas que eram prioridades para mim, devido aos vestibulares no final do ano, ao Enem e ao começo da luta para entrar na universidade, acabei decidindo que tanto o meu posto como colaboradora aqui, quanto ao Doses de Desapego seriam deixados de lado. 

Minhas leituras agora serão focadas apenas no vestibular e infelizmente muitas das coisas que amo vão ser deixadas de lado, porque de agora em diante preciso me dedicar ao meu futuro e só espero que as coisas saem conforme o planejado. Muito obrigada Jen, sua linda, pelos meses incríveis que passei aqui e muito obrigada vocês por aceitarem as minhas postagens. 

Um grande beijo!
10/05/13

[Filme] Apenas uma vez

Nome: Apenas uma vez
Original: Once
Lançamento: 2006
Direção: John Carney
Atores: Glen Hansard, Marketá Irglová.
Gênero: Drama, musical, romance.

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Um filme para cantar junto

Dublin, Irlanda. Um músico de rua (Glen Hansard) sente-se inseguro para apresentar suas próprias canções. Um dia ele encontra uma jovem mãe (Markéta Inglová), que tenta ainda se encontrar na cidade. Logo eles se aproximam e, ao reconhecer o talento um do outro, começam a ajudar-se mutuamente para que seus sonhos se tornem realidade.

Sabe aquele filme que desperta sua curiosidade desde a capa, o título, o enredo e tudo?! Então, o filme Once me despertou um interesse assim. Na verdade, havia baixado uma playlist em um blog e uma das músicas escolhidas pela blogueira faz parte da trilha sonora desse filme e o cartaz dele aparecia no arquivo da música. Nunca me interessei em ir atrás, só sabia que gostava daquela música. Até que um dia, fazendo compras (presentes para mim mesma ♥), reconheci o DVD com aquele cartaz que tinha visto na música e comprei. Sim, me arrisquei, pois sabia que o filme não é muito conhecido e poderia ser de má qualidade, mesmo com uma trilha sonora boa.

Mas não me decepcionei. Apenas uma vez tem um enredo bem simples, os personagens não contém nomes (!), isso mesmo, e só vim perceber tal fato quando assistia os extras do DVD (risos). O rapaz, músico de rua acaba sendo 'persuadido' por uma moça, vendedora de flores e a partir de um aspirador de pó(isso mesmo) os dois encontram-se mais vezes e a partir daí descobrem-se como apaixonados por músicas. Dois indivíduos com suas histórias de vida completamente diferentes mas que encontram-se a partir de uma única paixão e talento. 

Uma das músicas participantes da trilha sonora, Falling Slowly, levou o Oscar de Melhor Canção Original e não querendo me prender a quantas premiações um filme precisa obter para ser reconhecido como bom, tal premiação é merecida.

O filme é curto, é simples, em termos técnicos, os quais não entendo bem, mas como apreciadora de variados filmes, sei identificar quando a filmagem foi com grande orçamento ou não. Mas é essa simplicidade  que faz Apenas uma vez ser algo único e bonito, até. O ponto principal do filme é sua trilha sonora. É composto de várias músicas compostas por Glen Hansard, participante da banda The Frames e por Markéta Irglová, cantora, atriz e grande amiga de Glen, o que fez a atuação conjunta demonstrar-se natural e completa, no quesito de convencer o espectador, como casal.

O filme é irlandês e um dos poucos filmes estrangeiros que não são norte-americanos que pude apreciar. No romance ele não se demonstra completo, como romântica assídua sempre torço para um final agradável aos meus olhos, mas ainda assim o filme não decepciona. Apenas uma vez é altamente recomendável para apreciar uma trilha sonora original e um romance nada convencional, envolvente mais por suas letras musicais do que por suas falas mas ainda sim, cativante e apaixonante.
28/04/13

Sobre idas e vindas


Sabe o período de finalizações e começos que de vez em quando aparece em nossas vidas?! Eles proporcionam sempre aquele 'frio' na barriga de medo, ansiedade e muita curiosidade com o que está por vir, principalmente. É normal né?! Nós seguimos os caminhos que achamos certos, tomamos as escolhas que achamos as melhores para nós, para quem amamos também e depois é só esperar as consequências. Nem sempre são boas, infelizmente a vida tem essa mania de nos contradizer de vez em quando. Mas sabe, vale à pena todo esse 'tsunami' de coisas novas, sensações novas, pessoas novas e momentos novos. Por mais desconhecidos que sejam. Se são consequências de algo que decidiu, deve valer à pena.
E sabe, nós nunca estamos sozinhos nessas novas caminhadas; sempre tem alguém que está torcendo pra que dê tudo certo, ou alguém que viu toda a sua longa caminhada até esse novo ponto de partida e que pode até te dar a mão e te acompanhar para não se perder muito.
Vão vir novas rotinas, novos costumes, muitas descobertas e muita perturbação, só é preciso foco e disposição pra enfrentar e se adaptar à tudo isso. E falando em adaptação, em períodos assim é o que mais precisamos praticar. Todo o medo e ansiedade do começo não pode permanecer e a partir do que já foi exposto, acostumar-se e ver a melhor posição em que ficar, deve ser o mais certo. Isso são só especulações, a cada período de 'finais e começos' acontece adaptações diferentes. A gente aprende com o tempo. Com o tempo, com as pessoas ao nosso redor e com nós mesmos. Por que parece que a cada dia descubro algo em mim, de uma certa forma algo simples, mas ainda sim importante.
E que venham os 'novos dias', a nova rotina, as novas pessoas.
25/04/13

Namore uma garota que lê por Rosemary Urquico.

Oi gente, tudo bem? Não sei se vocês sabem, mas dia 23 de abril (terça-feira) foi dia do livro. Yeaaaaaaaaah, nosso companheiro do dia a dia, a causa das nossas lágrimas e das nossas gargalhadas. Pois muito bem, não sei se vocês conhecem o texto que emprestou o nome para essa postagem, mas eu precisava postar, porque toda vez que alguém me crítica por ser uma leitora assídua, eu corro e leio esse texto maravilhoso.


Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.

Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.

Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criado pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maioria das garotas que lêem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.

Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gostaria ou gostaria de ser a Alice.

É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.

É que ela tem que arriscar, de alguma forma.

Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.

Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.

Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que lêem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.

Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.

Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype. Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.

Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.

Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.